Os 10 melhores vinhos que podes comprar por menos de 10 euros!

Especialistas seleccionaram os melhores vinhos que recomendariam, por menos de 10 euros. Há regiões e castas para todos os gostos (e carteiras). Os peritos é que mandam.

João Paulo Martins, Rodolfo Tristão,Manuel Moreira, Sérgio Antunes e Rui Falcão, à sua maneira, dedicam a vida a provar e saborear vinhos nacionais e internacionais, pelo que o Observador propôs-lhes um desafio: que cada um escolhesse dois vinhos tintos a menos de 10 euros. Os resultados seguem em baixo. Estes foram os eleitos mas, lembram os peritos, há sempre mais por onde escolher.

João Paulo Martins
Jornalista de vinhos e autor do guia “Vinhos de Portugal”.

Nome do vinho: José de Sousa 2012, José Maria da Fonseca
Região: Alentejo
Preço: 7,50/8 euros
Castas: Grand Noir, Trincadeira, Aragonez
Porque é que é bom: “O tinto tem as características que o identificam com a zona quente da planície: os tons aromáticos de fruta madura, as notas de couro e as sugestões vegetais secas, tudo aquilo que o torna apetecível à mesa”, diz João Paulo Martins. Não é para grande guarda, mas sim para dar prazer a partir do momento em que chega à boca.

Nome do vinho: Cabriz Reserva 2011, Dão Sul
Região: Dão
Preço: 7 euros
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Porque é que é bom: Diz João Paulo Martins que o Dão produz os vinhos mais elegantes do país, embora haja exceções tanto para o bem como para o mal. Na região marcam presença vinhos elegantes, “sempre com boa acidez”. A sugestão em causa não foge à regra: “Este tinto é sempre uma boa aposta porque tem mantido uma consistência de qualidade muito interessante”, diz. Além de ter uma vocação gastronómica, “é um sucesso garantido”.

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Rodolfo Tristão
Presidente da Associação dos Escanções de Portugal e sócio de “O Meu Copo”, projeto que quer pôr todos os portugueses a beber e a perceber de vinho.

Nome do vinho: Quinta das Carrafouchas 2009
Região: Lisboa
Preço: 8 euros
Castas: Touriga Nacional e Aragonez
Porque é que é bom: Aspeto límpido, cor intensa e com lágrima presente. À partida é assim que o presidente da Associação dos Escanções de Portugal descreve o vinho proveniente da região vitivinícola de Lisboa. Ao nariz de um provador chegam aromas jovens e frutados, além de “evidentes” notas florais. Os taninos também são percetíveis e a adstringência não é muito intensa. Destaca-se um corpo médio e um final persistente. Feita a ficha técnica, Tristão aconselha que o vinho seja bebido a uma temperatura de 16/18º C.

Nome: Quinta Vale de Fornos Syrah Reserva 2012
Região: Tejo
Preço: 8/10 euros
Castas: Syrah
Porque é que é bom: Rodolfo Tristão conta-nos que a Syrah foi plantada pela primeira vez no Ribatejo, daí que este seja um dos terroirsde eleição da casta. O vinho em questão é intenso de aromas e volumoso no sabor, assegura o escanção. O aspeto é opaco, a cor muito densa e — à semelhança do outro vinho por ele recomendado — tem lágrima presente. Notam-se ainda aromas frutados e a presença evidente do cacau. “Para quem não conhece a região, o vinho é um ótimo cartão-de-visita da qualidade da zona.”

Manuel Moreira
Escanção — considerado o “Best Sommelier in Portugal 2009”, prémio atribuído pela revista Wine Business International — e colaborador do Grupo EV – Essência do Vinho.

Nome do vinho: Quinta da Mimosa 2012, Ermelinda Freitas
Região: Palmela
Preço: 8,70 euros
Castas: Castelão e Periquita
Porque é que é bom: O vinho é proveniente de vinhas velhas de Castelão, com cerca de 50 anos, e é tido como um dos “grandes vinhos da região com um preço verdadeiramente brilhante”. É o escanção Manuel Moreira quem o diz e que fala numa “cor imensamente concentrada” e num “aroma muito cheio”. Moreira contempla ainda uma “enorme estrutura na boca, taninos de belo calibre e profundidade notável”. O vinho apresenta qualidade quando jovem, apesar de ter um potencial de guarda significativo.

Nome do vinho: Porta de Cavaleiros Reserva 2012, Caves São João
Região: Dão
Preço: 7,40 euros
Castas: Touriga Nacional
Porque é que é bom: Feito 100% com Touriga Nacional, exibe frescura, intensidade e presença de frutos silvestres frescos. “Na boca brilha a frescura, uma estrutura fina e sólida, fluida, saborosa e de comprimento assinalável”, escreve Manuel Moreira. “É um vinho de prazer, nem sempre imediato, mas que se entranha e que lentamente entra no gosto de quem procura singularidade.” O vinho tem capacidade de envelhecer nobremente.

Sérgio Antunes
Escanção, consultor de vinhos e formador.

Nome do vinho: Quinta do Barranco Longo 2012
Região: Algarve
Preço: 6,95 euros
Castas: Aragonez e Cabernet Sauvignon
Porque é que é bom: Este é um vinho que, nas palavras de Sérgio Antunes, apresenta aromas de frutos vermelhos maduros, algum vegetal e especiarias. A temperatura ideal para prová-lo ronda os 16/18º C. “Recomendo com pratos de carne de vitela e de porco, grelhada ou estufada.”

Nome do vinho: Quinta do Monte Travesso 2012
Região: Douro
Preço: 7,50 euros
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão
Porque é que é bom: Cor rubi, aromas complexos marcados pela fruta vermelha intensa e um leve toque de notas fumadas, escreve Sérgio Antunes. “Na boca, o vinho tem um bom ataque a fruta madura, longo e apelativo”, diz ainda. O vinho “bastante agradável e com boa estrutura de taninos” deve ser servido a uma temperatura ideal de 16º C e deverá poderá acompanhar — idealmente falando — pratos de carne vermelha.

Rui Falcão
Crítico e jornalista especializado na área dos vinhos, autor do guia de vinhos “Guia de Vinhos Rui Falcão”.

Nome do vinho: Quinta do Vallado 2013
Região: Douro
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Sousão e vinhas velhas
Preço: 8 euros
Porque é que é bom: Para Rui Falcão, a Quinta do Vallado é “uma das quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro” — construída em 1716, pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes. “O Quinta do Vallado [vinho] representa a segurança de comprar um vinho tinto de enorme qualidade a preços mais que comedidos. Um rótulo que oferece consistentemente vinhos muito bem feitos na proporção certa entre entusiasmo e contenção.”

Nome do vinho: Dom Rafael 2011, Herdade do Mouchão
Região: Alentejo
Castas: Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira
Preço: 8/8,50 euros
Porque é que é bom: O vinho apresenta uma intensa cor granada e ao paladar chega uma macieza inicial, seguida de frescura em boca e persistência assente em “sólidos e sedosos taninos”, tal como se lê na página Vinhos do Alentejo. O vinho estagiou 12 meses em madeira e a maturação em garrafa levou outros seis meses.

Fonte: observador.pt

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