Sistema educacional Finlandês dá lição ao Português! Andamos a fazer tudo ao contrário até agora!

Tem se falado muito em aumentar o número de horas que os alunos portugueses passam nas escolas. Mas será que isso irá melhorar a qualidade do sistema educacional em Portugal? Prender os alunos e professores que já insatisfeitos nas escolas vai aumentar os resultados académicos e abandono escolar?

De referir que em média um aluno português passa pelo menos 827 horas na escola em aulas e muitos com os desastrosos resultados que são conhecidos de todos.

Não seria melhor repensar de forma séria naquilo que estamos a fazer aos nossos alunos que ao invés de os preparar da melhor maneira possível para um mundo altamente competitivo e exigente os estamos a preparar para serem pobres e sem qualificações deixando assim de apanhar o comboio do conhecimento?

Não é preciso inventar absolutamente nada, pois na Europa está aquele que poderia ser um modelo de ensino extraordinário e com resultados fantásticos no nosso país.

A Finlândia um país do norte da Europa e tem um fantástico modelo de ensino que consiste em tornar as crianças mais felizes dento das escolas.

Nas escolas finlandesas os miúdos e miúdas aprendem a ler apenas aos 7 anos, altura em que entram para a escola e exames só no 12 ano. Até aos 7 anos de idade a criança, naquele país, apenas BRINCA e contínua a BRINCAR, aliás o verbo principal das escolas da Finlândia é BRINCAR e não aprender.

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Em comparação com a Finlândia, Portugal fica a perder em tudo, pois as escolas portuguesas são punitivas, castigadoras e criam hierarquias, o que aumenta e muito a vontade que o aluno tem em abandonar o estabelecimento de ensino.

Em todas as escolas finlandesas, há um enfermeiro, um psicólogo, um orientador e um professor de ensino especial. Semanalmente, os alunos têm encontros com estes profissionais. Por lá a escola é 100% gratuita, os alunos não paga alimentação, livros nem transporte escolar e isto é valido tanto para o ensino público como privado.

O professor é alguém altamente respeitado e acarinhado por toda a sociedade, os concursos nacionais de colocação não existem. É ao diretor de cada escola que cumpre contratar o professor como se fosse um gestor de uma empresa que procura o melhor e mais motivado profissional. O salário do professor ronda os três mil euros mensais o que é o dobro do que é pago em Portugal.

Outros números importantes são que os alunos finlandeses passam apenas 704 horas na escola em média, já os portuguese umas impressionantes 827. No recentemente relatório divulgado as médias de chumbos são: 12 por cento, na OCDE. Na Finlândia, esse valor não ultrapassa os 3,8 por cento é um espanto sem dúvida.

“Os finlandeses sempre olharam a educação como a sua maior riqueza”, destaca Tim Walker, professor norte-americano, docente em Helsínquia.

O Program International Student Assessment (que avalia os sistemas educativos de 64 países da OCDE) comprova que a Finlândia é um exemplo mundial, a par da China, Singapura e Xangai.

Essa pesquisa sobre a educação na Finlândia – publicada no jornal Atlantic – resulta de uma viagem a 1970, altura em que estes métodos de ensino começaram a ser aplicados, com bons resultados.

Apesar de todo o desenvolvimento educacional deste sistema de ensino, uma nova medida vai ser tomada para tentar melhorar o que já é extraordinário. A ideia consiste em colocar os professores a ensinar todas as matérias. Sim, o professor de Matemática pode ensinar Ciências e até História.

Por fim, de referir que com este ensino o país tem uma taxa de alfabetização na ordem dos 94%, ou seja, praticamente toda a gente naquele país frequenta ou a escola e sabe ler e escrever bem!

Será que existe abertura mental e coragem suficientes em Portugal para aplicar tais medidas?

Não é uma questão de custos, porque o conhecimento jamais terá um custo!


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